16 Restaurantes com Estrelas Michelin em São Paulo

30 de abril de 2026

Em abril de 2026, São Paulo entrou para a história da gastronomia mundial. Pela primeira vez na América Latina, dois restaurantes alcançaram as três estrelas Michelin, a distinção máxima do guia mais respeitado do mundo. O feito não foi surpresa para quem acompanha a cena paulistana: a cidade já acumulava uma das listas mais impressionantes de estrelados do hemisfério sul.


Neste guia, reunimos todos os 16 restaurantes com estrelas Michelin de São Paulo em 2026, com tudo que você precisa saber para planejar uma experiência inesquecível, do jantar ao lugar onde você vai dormir.

O que é o Guia Michelin

Criado em 1900 pela fabricante francesa de pneus Michelin, o guia nasceu como um manual de viagem para motoristas. Com o tempo, se tornou a referência máxima da alta gastronomia mundial, avaliando mais de 30 mil estabelecimentos em cerca de 25 países.


O sistema de estrelas funciona da seguinte forma:


⭐ Uma estrela: cozinha requintada, vale conhecer

⭐⭐ Duas estrelas: cozinha excelente, vale mudar de rota para ir até o local

⭐⭐⭐ Três estrelas: cozinha excepcional, que justifica uma viagem especial


Os restaurantes são avaliados anonimamente por inspetores especializados com base em cinco critérios: qualidade dos produtos, domínio das técnicas culinárias, personalidade do chef, relação qualidade/preço e consistência entre visitas. Conseguir uma estrela é raro, e manter é mais difícil ainda.

O Brasil no mapa gastronômico mundial

Na cerimônia de 13 de abril de 2026, realizada no Belmond Copacabana Palace, o Guia Michelin revelou sua edição Rio de Janeiro & São Paulo 2026, e o país fez história. O Evvai e o Tuju, ambos em São Paulo, tornaram-se os primeiros restaurantes da América Latina a conquistar três estrelas.


A Grande São Paulo vem construindo sua reputação gastronômica ao longo de décadas, alimentada por uma imigração diversa, uma cultura culinária rica e uma geração de chefs que apostou na identidade criativa brasileira.



O resultado está na lista abaixo.

⭐⭐⭐ Três Estrelas: Cozinha que justifica a viagem

Foto: Reprodução/VEJA São Paulo

Chef: Luiz Filipe Souza e Bianca Mirabili (confeitaria)

Culinária: Italiana contemporânea com ingredientes brasileiros

Onde: Rua Joaquim Antunes, 108 — Pinheiros


O Evvai foi promovido a três estrelas neste ano. O restaurante parte de uma premissa aparentemente simples com a fusão entre a culinária italiana e os ingredientes do Brasil, mas a leva a um nível de sofisticação que surpreende.


O menu degustação Oriundi (nome que evoca as imigrações e descendentes italianos) percorre pratos que são ao mesmo tempo técnicos e afetivos: peixes, carnes e vegetais brasileiros tratados com o rigor das cozinhas europeias. A experiência custa cerca de R$1.200, sem incluir bebida, e com adicionais à parte, como seleção de queijos e meles por R$89 e caviar por R$390.

EXPERIMENTE O EVVAI

🏠 Quem janta no Evvai, está em Pinheiros: um dos bairros mais vivos de São Paulo. A Cyclinn tem apartamentos na região para tornar a volta para casa parte da experiência. Encante-se aqui:

Foto: Reprodução/Tuju

Chef: Ivan Ralston

Culinária: Brasileira contemporânea, pautada pelos biomas e estações

Onde: Rua Frei Galvão, 135 — Jardim Paulistano


Também promovido a três estrelas pelo Guia MICHELIN, o Tuju funciona como um centro de pesquisa gastronômica que se materializa em forma de jantar. A casa fechou em 2020, reabriu reformulada em 2023, e voltou maior do que nunca.


A proposta do chef Ivan Ralston é levar influências de diversas culturas misturadas em São Paulo à mesa. Cada menu é definido pela estação climática que marca a cidade: Umidade, Chuva, Vento, Seca, e resulta em sabores de diferentes partes do país, com um cardápio com frutos do mar, carnes, pães, queijos, chocolates e mais. O menu degustação custa R$1.650, também sem incluir bebidas e serviço, além de R$200 de taxa de reserva.

EXPERIMENTE O TUJU

🏠 O Tuju fica no Jardim Paulistano, a poucos minutos do Itaim Bibi. Para quem quer encerrar a noite com calma, a Cyclinn tem opções de hospedagem no entorno. Experiência completa aqui:

⭐⭐ Duas Estrelas: Cozinha que vale mudar de rota

Foto: Reprodução/Ana Cláudia Thorpe

Chef: Alex Atala

Culinária: Brasileira de autor, com ingredientes nativos

Onde: Rua Barão de Capanema, — 549 Jardins


Inaugurado em 1999 e o primeiro restaurante brasileiro a conquistar duas estrelas Michelin (em 2015), o D.O.M. tem um cardápio que funciona como um manifesto: ingredientes da Amazônia e de biomas brasileiros pouco vistos fora de suas regiões de origem, como jambu, bacuri, priprioca..., tratados com técnica clássica e muita criatividade. O menu degustação custa R$1.250, podendo ir até R$1.950 adicionando harmonização com vinhos. O D.O.M. também oferece um menu executivo nos almoços das segundas às sextas-feiras, das 12h às 15h, por R$250, composto por um prato tradicional brasileiro!

EXPERIMENTE O D.O.M.

⭐ Uma Estrela: Cozinha que vale conhecer

Os restaurantes a seguir compõem uma das listas mais sofisticadas já reunidas em uma única cidade brasileira. Mais da metade deles tem culinária asiática, reflexo direto da imigração japonesa que moldou São Paulo e do reconhecimento mundial que a cozinha japonesa conquistou nas últimas décadas.


Para facilitar o seu planejamento, listamos com nome, endereço e proposta culinária:

Rua Oscar Freire, 216 – Cerqueira César 

Cozinha italiana clássica e autoral. Menu degustação conduzido pelo chef Marco Renzetti em formato íntimo e exclusivo.


Rua Lisboa, 55 – Pinheiros

Culinária japonesa. Reconhecido pelos nigiris artesanais do chef-proprietário Jun Sakamoto e do chef Ryuzo Nishimura.


  • Kan Suke

Rua Manuel da Nóbrega, 76 – Paraíso

Culinária japonesa. Ambiente discreto que remete aos restaurantes de Tóquio, com o chef Keisuke Egashira à frente do balcão.


Rua Alameda Itu, 1578 – Jardins

Culinária japonesa omakase, a expressão designa uma experiência gastronômica em que os convidados entregam inteiramente ao chef a decisão sobre o que será servido. Experiência para apenas nove pessoas, conduzida como ritual pelo chef Tadashi Shiraishi.


Rua Prudente Correia, 432 – Jardim Europa

Culinária pan-asiática. O chef Kazuo Harada conduz uma jornada entre sabores do Japão, China, Tailândia, Coreia e Filipinas.


Rua Jaques Félix, 405 – Vila Nova Conceição

Culinária japonesa Kappo, cujo nome significa "cortar e cozinhar", é uma técnica intermediária entre o jantar formal e a refeição casual. O restaurante é pioneiro da técnica na cidade, sendo muito prestigiado em São Paulo.


Rua Padre João Manuel, 712 – Cerqueira César

Culinária japonesa omakase. Menu exclusivo para até 10 pessoas com o chef Gerard Barberan, focado em peixes sazonais de alta qualidade.


Rua Joaquim Antunes, 210 – Jardim Paulistano

Culinária brasileira contemporânea. A chef Helena Rizzo e o chef belga Willem Vandeven combinam sazonalidade, matérias-primas brasileiras e técnica refinada.


Rua Alameda Lorena, 1186 – Jardins

Culinária japonesa. O chef Tsuyoshi Murakami oferece dois menus que conduzem a uma viagem pelos ingredientes e pela precisão da cozinha nipônica.


Rua Califórnia, 785 - Cidade Monções

Culinária japonesa omakase em 16 tempos, todos criados pelo chef Danilo Maciel em um restaurante cujo nome presta homenagem à cidade japonesa com a maior colônia de imigrantes brasileiros.


Rua Oscar Freire, 533 – Jardins

Culinária italiana. O chef Pier Paolo Picchi celebra a memória afetiva da cozinha transalpina, a mistura cultural e social de tradições culinárias, em três menus distintos que dialogam com ingredientes brasileiros.


Rua Pedroso Alvarenga, 667 - Itaim Bibi

Culinária japonesa. Sequência impecável de sushis em balcão intimista, referência da tradição japonesa em São Paulo.


Rua Dep. Laércio Corte, 1501 - Panamby

Culinária contemporânea internacional. Menu assinado pelo chef francês Jean-Georges Vongerichten no luxuoso Palácio Tangará, com vista para o Parque Burle Marx.


Planejando a experiência completa

Uma noite em um restaurante Michelin não começa quando você senta à mesa, e não termina quando você pede a conta.  Começa na escolha do bairro, na reserva feita com antecedência (muitas casas têm fila de espera de semanas) e até na roupa que você vai usar.


A Cyclinn tem apartamentos nos principais bairros onde se concentram os estrelados de São Paulo: Cidade Monções, Itaim Bibi, Pinheiros, Jardins e região. Quartos com padrão de hospitalidade premium, prontos para que você chegue após o jantar e termine a noite do jeito que ela merece. Escolha seu quarto preferido agora mesmo:

ENCONTRE OUTROS QUARTOS

A Cyclinn é uma gestora premium de locação de temporada com atuação em São Paulo e nos principais destinos de lazer do Brasil. Cuidamos dos mínimos detalhes da sua estadia, para que a experiência de hospedagem esteja à altura de tudo que você veio viver no seu destino.

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Recentemente, o mercado de aluguel de curta temporada em São Paulo passou por dois movimentos regulatórios relevantes e independentes entre si. O primeiro reforçou a proibição do aluguel de curta temporada em imóveis HIS e HMP: categorias criadas para garantir moradia acessível e que, apesar disso, sempre foram amplamente comercializadas como ativos de short stay. O Decreto Municipal nº 64.244/2025 detalhou as regras e o efeito concreto apareceu neste ano com as OTAs iniciando a remoção desses endereços das plataformas. O segundo afeta potencialmente qualquer imóvel em condomínio residencial: em maio de 2026, o STJ decidiu que a exploração econômica reiterada via plataformas como Airbnb depende de aprovação de dois terços dos condôminos. São situações distintas, com implicações distintas. E vamos explicar o que mudou para quem investe em locação de curta temporada na capital. O cenário que antecede as mudanças Nos últimos anos, o mercado de locação de curta temporada cresceu de forma acelerada em São Paulo, atraindo um perfil crescente de investidores que enxergaram em flats, studios e apartamentos compactos uma fonte de renda mensal previsível via plataformas como Airbnb e Booking. Muito desse crescimento foi impulsionado por imóveis classificados como HIS (Habitação de Interesse Social) e HMP (Habitação de Mercado Popular), criados para ampliar a oferta de moradia acessível na cidade. Essas unidades chegaram ao mercado com preços de entrada menores e, na prática, operavam como short stay, com fiscalização inexistente e sem interferência das plataformas. Parte dos investidores pode ter entrado nesse mercado com pleno conhecimento da classificação, apostando num cenário regulatório que, até então, não se materializava na prática. Do outro lado, incorporadoras nem sempre deixavam claras as restrições de uso, afinal, a demanda por essas unidades como ativo de renda fazia parte do argumento de venda. O resultado foi um mercado que cresceu numa zona cinzenta tolerada por todos os lados. O Decreto de 2025 e a pressão sobre as plataformas colocaram a regulamentação do aluguel de temporada em São Paulo no centro do debate: O Decreto Municipal nº 64.244/2025: o que mudou para imóveis HIS e HMP Em maio de 2025, a Prefeitura de São Paulo publicou o Decreto nº 64.244, que estabeleceu regras mais rígidas sobre a destinação de unidades HIS e HMP na cidade. O que a norma proíbe O decreto proíbe expressamente a locação de curta temporada em unidades classificadas como HIS 1, HIS 2 e HMP. O uso deve ser estritamente residencial de longa permanência. Além da proibição do short stay, a norma estabelece: Teto de revenda: R$ 276,1 mil (HIS 1), R$ 383,6 mil (HIS 2) e R$ 537,6 mil (HMP) Teto de aluguel: o valor da locação não pode ultrapassar 30% da renda máxima permitida para a categoria Averbação obrigatória: a informação de que o imóvel é HIS ou HMP deve constar na matrícula Responsabilidade compartilhada: construtoras e locadores passam a ser obrigados a comprovar renda e enquadramento do ocupante Quem pode ser afetado A norma afeta exclusivamente imóveis formalmente classificados como HIS ou HMP. Nem todo studio compacto ou apartamento de menor metragem em São Paulo se enquadra nessas categorias, a classificação depende do licenciamento do empreendimento. Para saber sobre o enquadramento do seu ativo, o caminho é consultar a matrícula do imóvel e, se necessário, a documentação do empreendimento junto à Prefeitura ou a um advogado especializado em direito imobiliário. A fiscalização na prática Quatro meses após a publicação do decreto, investigações jornalísticas identificaram que a fiscalização não havia avançado. O Airbnb, por sua vez, condicionou a remoção dos anúncios ao recebimento de uma lista formal da Prefeitura identificando quais imóveis se enquadravam como HIS ou HMP. Agora, em abril de 2026, o Airbnb e a Booking receberam a relação de imóveis enquadrados como HIS e HMP, solicitando a retirada dos respectivos anúncios das plataformas e iniciaram a remoção com prazo de até 15 dias. Com a finalização desse período, novas declarações ainda não foram divulgadas e o ritmo da fiscalização é incerto. Toda essa movimentação também não elimina o risco jurídico para quem opera em descumprimento: o síndico tem respaldo legal para aplicar sanções independentemente da posição da assembleia, e a exposição em plataformas públicas como Airbnb e Booking constitui evidência facilmente rastreável.
Por Jhennifer Christine 16 de junho de 2026
A reserva parece simples: escolhe as datas, confere o preço, clica em confirmar. Mas é exatamente entre a busca e o clique de confirmação que a maioria dos problemas acontece, ou poderia ter sido evitada. Imóvel com fotos maravilhosas que na prática mostrou um ambiente sem a segunda cama prometida. Estacionamento "disponível" que, nas regras da casa, é pago à parte. Cancelamento feito pelo anfitrião dois dias antes do check-in, sem alternativa razoável na plataforma. Todas essas situações são mais comuns do que parecem, e quase todas poderiam ter sido identificadas antes de o pagamento ser processado. Este checklist reúne o que vale verificar em cada etapa, do anúncio à política de reembolso, para que a reserva confirmada seja de fato o que você espera encontrar. 1. Anúncio: o que está descrito corresponde ao que você precisa? O primeiro ponto de atenção é o mais óbvio, mas frequentemente ignorado no processo de busca: ler o anúncio com atenção, não apenas olhar as fotos. Três perguntas básicas para responder antes de avançar: As fotos são recentes e mostram todos os ambientes? Anúncios bem gerenciados atualizam o material visual regularmente. Imagens escuras, ângulos que escondem parte do ambiente ou um número de fotos desproporcional ao tamanho do imóvel são sinais de alerta. Se o anúncio mostra só a sala e o banheiro, talvez o quarto seja o ponto fraco. A descrição bate com os filtros que você aplicou? Quando você filtra por "2 quartos" ou "permite pets" ou "cozinha completa", a plataforma confia no que o anfitrião cadastrou, sem fazer verificação automática. Vale conferir se o texto do anúncio confirma o que o filtro selecionou. O que está incluído de verdade? Itens como estacionamento, roupa de cama, toalhas, produtos de limpeza e itens de cozinha muitas vezes aparecem nas comodidades, mas têm condições que só aparecem nas regras da casa. Estacionamento pode ser "disponível mediante reserva" ou "cobrado separadamente". Troca de roupa de cama pode ter frequência mínima de dias. Vale abrir a seção de regras antes de confirmar qualquer coisa. O que checklist neste ponto: [ ] As fotos mostram todos os cômodos prometidos (quartos, banheiro, cozinha, área de lazer)? [ ] O texto confirma o número de camas e a configuração exata (casal, solteiro, extra)? [ ] As comodidades listadas aparecem também na descrição ou nas regras, ou só no ícone genérico? [ ] Estacionamento, Wi-Fi e taxa de limpeza estão com condições claras?
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